Estes dias vim folheando trechos do livro Fotografia e Antropologia – olhares fora-dentro de Rosane de Andrade. Um livro no qual me identifico muito quanto ao envolvimento do fotógrafo com aquilo que deseja fotografar. E hoje folheando alguns pensamentos nele contido, deparei-me com uma citação de um fotógrafo esloveno que perdeu a visão aos 11 anos de idade. Até hoje suas palavras e profundidade com que se relaciona com o mundo através dos sentidos me inspiram a enxergar e viver as imagens através de uma filosofia.Vale a pena ler este singelo e profundo pensamento.
“ Quando discernia ainda alguns bocados de luzes e de cores, estava feliz porque via ainda: guardo a lembrança viva desses momentos de adeuses ao mundo visível. Mas, a monocromia invadiu minha existência e devo fazer um esforço em conservar a paleta de nuanças, para que o mundo escape a monotonia e a transparência. Dou cores aos objetos, às pessoas que apreendo: conheço uma mulher cuja voz é ao azul que ela consegue colocar o azul sobre um dia que eu sei ser cinza de outono.Encontrei um pintor que tinha uma voz vermelho-escura, e o acaso quis que ele gostasse desta cor... O que vem ser portanto um olhar? É talvez a soma de todos os sonhos, cuja parte de pesadelo se esquece, quando a gente pode pôr-se a olhar diferentemente... “ (Evegen Bavcar)
“ Quando discernia ainda alguns bocados de luzes e de cores, estava feliz porque via ainda: guardo a lembrança viva desses momentos de adeuses ao mundo visível. Mas, a monocromia invadiu minha existência e devo fazer um esforço em conservar a paleta de nuanças, para que o mundo escape a monotonia e a transparência. Dou cores aos objetos, às pessoas que apreendo: conheço uma mulher cuja voz é ao azul que ela consegue colocar o azul sobre um dia que eu sei ser cinza de outono.Encontrei um pintor que tinha uma voz vermelho-escura, e o acaso quis que ele gostasse desta cor... O que vem ser portanto um olhar? É talvez a soma de todos os sonhos, cuja parte de pesadelo se esquece, quando a gente pode pôr-se a olhar diferentemente... “ (Evegen Bavcar)